Ao dividir um inteiro positivo qualquer por um inteiro positivo , o resultado somente será inteiro se for divisor de . Se for um número primo, os divisores são apenas e o próprio . Se quisermos saber se um é primo, basta verificar se a divisão resulta num inteiro para divisores de até o maior inteiro menor ou igual à raiz quadrada de . Para primo, nenhuma das divisões por resulta em inteiro. Se multiplicarmos as partes fracionárias de todas as divisões, o valor somente será zero quando pelo menos um dos fatores for zero, isto é, quando o número for composto. Então a função abaixo, para maior que , vale zero apenas para os números compostos, e caso contrário:
Para de a , o produtório vazio vale . Como não é primo, podemos multiplicar o valor por
que só vale zero para . Então a função abaixo, definida para inteiros positivos, devolve para qualquer primo , e caso contrário:
A função conta quantos números primos existem de a , usando a função anterior:
O valor de é definido como zero, correspondente ao somatório vazio.
Vamos definir uma função que vale quando , e zero caso contrário:
Quando , o denominador fica maior que , e a expressão inteira vale zero. Caso contrário, vale . Então vale apenas quando , para algum fixo.
Se tivermos um limitante superior para o n-ésimo primo, podemos construir uma função que devolve o n-ésimo primo somando os candidatos que podem ser o n-ésimo primo, multiplicados por uma função que seleciona apenas o primeiro tal que .
Quando o índice for tal que e , teremos encontrado exatamente o n-ésimo primo.
Sabendo que cresce aproximadamente como , podemos usar limitantes superiores como:
O primeiro baseia-se no fato de que é menor que para , sendo os casos menores verificáveis diretamente. O último cresce bastante rápido, e serve como garantia quando não se tem uma boa noção de quanto vale o primo .
Obviamente a fórmula não é eficiente. Ela nada mais é que a notação matemática para o algoritmo de teste de primalidade que faz uso de divisões sucessivas até a raiz quadrada do número sendo testado.
Esta fórmula foi criada (descoberta?) em 2026-05-04 por José Eduardo Gaboardi de Carvalho (edu.a1978 at gmail).